Assisti a um filme brasileiro, mais precisamente gaúcho, neste fim de semana que me lembrou as discussões das aulas de comunicação digital: “Os famosos e os duendes da morte”, de Esmir Filho, uma co-produção francesa.
O filme mostra a vida de um adolescente de 16 anos que vive numa cidadezinha no interior gaúcho e como para ele sua vida só parece existir de verdade na blogosfera, onde Mr. Tambourine, seu apelido por ser fã de Bob Dylan, consegue respirar.
Tudo o que o adolescente queria era ir ao show do Bob Dylan, o que está muito aquém das suas possibilidades de realizar, no entanto pela web, o garoto está em contato com outros fãs e amigos que, possivelmente iriam ao show, e assim, acalentavam seu desejo. O filme então alterna cenas do garoto no mundo virtual e em sua vida em seu mundo real.
Há no filme uma lentidão, que embora muitas vezes cansativa, é necessária, pois é ela que dá a dimensão a nós expectadores, do ritmo da vida do adolescente.
O filme traz essas noções, de tempo, real, virtual, possibilidade, distância, perda. Concreto, abstrato, essência, existência.



















